segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DELEITOS DE UM SONHO IRREAL

Não tinha nada pra postar, então eu vou botar um poeminha meio velhinho mesmo=D

DELEITOS DE UM SONHO IRREAL


Ele deitou-se de noite
Como toda noite deitava
E sonhou com flores
Como jamais sonhara

Diante daquilo tudo
Ficou contente da vida
Pois dali se via o mundo
Como aquelas flores lindas

Andou pelo jardim florido
Cheirou rosas e jasmins
Saindo então ao fundo
De uma vila feita a giz

Com casinhas de porta e janela
Como às que desenhava na infância
Envolto por aquela aquarela
Lembrou-se como é ser criança

Sorria e cantava com os pássaros
Uma canção de sua lembrança
Foi então que viu ao seu lado
Uma mulher com uma criança
Carregando um saco pesado
Mas sem perder os passos da dança
Ofereceu-se então para ajudá-la
Pela alegria que estava sentindo,
Aquela vila o animava,
Mas o fim de tarde ia vindo

Deixou a senhora em casa
Com o fardo e sua criança
“moço eu lhe sou muito grata
Por trazer a este mundo esperança,
Em nossa vila nada falta
Mas no mundo só há discordância”

Gostara daquelas palavras
E seguiu então seu caminho
Ágora então se lembrava
Das travessuras de menino

Ajudou uma velha senhora
Atravessando com ela a rua
Não mais querendo ir embora
Daquela vila tão pura

Pensou num monte bem alto
Do qual se findava a vila
Subiu todo ele num salto
Sentindo a confortável magia

La de cima via a festa
Sentou-se ao pé do iroco
Escutou então a orquestra
Tocando como em kosso

Escutava o batuque
Atabaques ditando o ritmo
Ekedis fazendo corte
E o batuque melhor se ouvindo

Cada vez mais perto se ouvindo
O batuque que vinha crescendo
E ele já ia sentindo
O chão de terra tremendo

O monte se foi esvaindo
Esvaiu-se com sua esperança
Como todo bom sonho,findo,
Finda os sonhos de uma criança

Foi acordado pelas batidas
Levantou-se contra o desejo
Sua mulher o esperava
Em mãos a orem de despejo.


Felipe Augusto dos santos

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