sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Monocromática da vida real

Monocromática da vida real


Eu estava vendo “A noiva cadáver” no SBT, afinal não tinha nada pra fazer, e reparei uma coisa legal, bem tênue, quase imperceptível, o mundo dos vivos é monocromático, triste, sempre com um tom de melancolia, um lugar sem musica sem dança, completamente sem graça. Ao passo que o mundo dos mortos é cheio de cor, Jazz tocando, boas histórias e alegria, um mundo muito vivo.

O que cria um tremendo paradoxo semiótico, porém, não é o que de fato acontece?
Não galera eu nunca morri, pelo menos que eu saiba, mas podemos pensar de outra forma... finja que os mundos são sociedades, o dos vivos a sociedade em geral e o dos mortos o de outras sociedades, sei lá a comunidade Hippie ou a comunidade LGBT, ta difícil ainda? Imagine você que está lendo este blog neste momento, se considera uma pessoa que vive na sociedade geral ou uma é exceção? Você obedece às convenções impostas pelo mundo dos vivos? Usa um terninho ou Tié (sei lá como se escreve isso¬¬) , se usa é porque gosta ou porque é necessário?? Quando sente vontade de gritar grita ou se cala?? Já dançou no meio da rua??

Não coloco os Gays, Hippies, Punks e todas as outras comunidades e tribos no papel de mortos por discriminação ou nada do gênero, não que também seja questão de gênero, mas por que de uma forma própria eles são felizes, e isso se da pelo fato de estarem pouco se importando para as convenções sociais e por isso serem considerados, de fato, como mortos para a sociedade.

Porém o que é importante para você? Se divertir, e fazer as coisas que deseja ou obedecer sempre às convenções das quais vocês nem fizeram parte da construção?

Então saia, grite, beba, dance, cante, pule na piscina de roupa ou sem, Beije, faça sexo casual, faça amor e faça guerra, faça o que quiser
.
Mas antes de fazer qualquer destas coisas se pergunte “Em que mundo eu quero viver”


Obs: Faça sexo com responsabilidade, afinal já temos vivos o suficiente neste mundo.

4 comentários:

  1. ótima analogia, carinha!!! Momentos de ócio nem sempre são um desperdicio..

    Como estão as coisa?? saudades de ti.

    Beijos

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. É verdade.
    Concordo com você, e também há a questão de liberdade.
    No caso, o vivo tem as limitações e o mortos tem o livre-arbítrio, fazer somente o que lhes da prazer.
    E é assim que tem que ser !
    Não pode se ter medo de nada.

    Gostei bastante do blog.
    Kisses

    Iasmin :p

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  4. Certamente vivemos num mundo segregado mas eu enxergo de outra forma.
    Todos estão muito preocupados em sobreviver e principalmente vencer, que as pessoas que se libertam dessa amarra e vivem de acordo com os seus conceitos, é descriminada. As vezes essa rejeição não passa de inveja dessa pessoa amarrada, e obrigada a manter-se nessa vida pelas obrigações da vida, contas, filhos, dividas.
    Não passa de visões de mundo! Uns mais libertos do que outros, ou melhor..são cabeças pensantes. Umas mais que outras, ou melhor, ligadas ou não a tv!

    --Falei que quando gostasse e achasse algo legal pra falar falaria! =DD
    beijooo!

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E ai Meu velho, vai comentar é?! satisfação ai...